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terça-feira, 22 de maio de 2012

Me dá um abraço, vai...

Existe um lugar, onde não importa a estação do ano, se chove ou faz sol, em que sempre me sinto bem e posso esquecer de tudo. Esse refúgio é um abraço, que me livra de toda maldade e me faz, por um breve instante, a pessoa mais feliz do mundo. #diadoabraço

PS: "Hold me tight, tell me I'm the only one..." (The Beatles).

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Multiplicando felicidades (Desafio 2)

Meus pais são grandes exemplos para mim. São parceiros e já enfrentaram muitas coisas juntos. Exemplos de caráter, honestidade, perseverança e por aí vai. Eles tiveram a preocupação de transmitir esses princípios intencionalmente mas, muitas vezes, a vida criou situações em que eles me ensinaram grandes coisas quase sem querer.
Uma dessas situações foi no ano de 1993. Até então, eu tinha sete anos e era filha única. Ser filha única é uma coisa muito chata, mas você só percebe isso, realmente, quando ganha um irmão. E eu ganhei o Marcus.

Marcus tinha oito anos, morava em Campo Limpo, era meu primo de segundo grau e tinha acabado de perder o pai. Ele e sua mãe biológica tinham se mudado para Osasco, para morar com uma tia e outros familiares. Alguns meses depois, sua "mãe" e essa "família" o enviaram para um orfanato.
A minha mãe (que era prima dele) ficou sabendo desse fato e contou a história para o meu pai. Eles foram até lá, conversaram com o Marcus, com os responsáveis, ficaram muito sensibilizados com a situação. Quando chegaram em Jundiaí, me explicaram tudo o que estava acontecendo e perguntaram se eu queria um irmão. Eu não sabia, exatamente, o que aquilo implicaria na minha vida, e respondi "Ah, se vocês trouxerem, tudo bem...".
Mais ou menos, um mês depois eles adotaram o Marcus, que faz parte da minha família há vinte anos.
Essa foi uma das atitudes dos meus pais que mais admiro. Criar, amar e educar um filho não é facil. Adotar um bebê já é complicado, adotar uma criança com um história de vida, outros hábitos, que passou por situações como a que ele passou, é ainda mais difícil. Acho que, além de ser um ato de muito amor, foi um ato de coragem pois, caso contrário, eles visitariam o orfanato e voltariam para casa como se nada tivesse acontecido. No entanto, eles foram além, preocuparam-se com o que aconteceria ao meu irmão caso continuasse lá, superaram obstáculos financeiros, o fato morarmos numa casa pequena, os palpites dos parentes e o preconceito de trazer um "desconhecido" para casa.
Mais do que ajudar o Marcus, eles salvaram a mim! Me salvaram de ser uma criança egoísta, de ter uma infância solitária, de não ter alguém para compartilhar as minha experiências e crescer junto comigo. Minha história teria sido completamente diferente sem meu irmão. E teria sido meio cinza, meio sem graça mas, quando dividimos sentimentos, afetos e alegrias, tudo fica mais colorido e o resultado final é a multiplicação da felicidade.