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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Give peace a chance


"Give peace a chance" foi escrita por John em 1969 e tornou-se um hino contra a Guerra do Vietnã. Contraditoriamente, o homem que pedia uma chance para a paz foi brutalmente assassinado, onze anos depois, no dia 08 de Dezembro de 1980.  
Como pode alguém que defendia a paz perder a vida de uma maneira tão estúpida? Essa é uma das coisas que jamais entenderei.
Hoje, diante de tantos avanços tecnológicos, vivemos uma vida que nossos avós sequer poderiam imaginar, mas não conseguimos alcançar coisas simples e essenciais como a paz e o respeito ao outro. O mundo evoluiu, já os homens... 
Infelizmente, algumas pessoas ainda se chocam mais com o amor do que com a violência.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

10 anos sem George

1943 -2001

"I look at the world and I notice it's turning
While my guitar gently weeps
With every mistake we must surely be learning
Still my guitar gently weeps..." (George Harrison)

domingo, 13 de novembro de 2011

With a little help from my friends

Fonte: Folha.

Dia 12 de Novembro, show do Ringo Starr e chuvinha em São Paulo. Parece que sempre chove em dia de Beatles!
A All Star Band que me desculpe, mas não consegui tirar os olhos do Ringo! A banda é incrível, mas não teve jeito, eu estava lá era para ver esse cara.
Ele é um fofo, simpático e dá vontade de apertar. Quando o vi tocando bateria, pensei que tivesse voltado no tempo (só faltou o cabelinho balançando!).
Foi muito emocionante quando ouvi "Ladies and gentlemmans..." e ele apareceu no palco cantando "It Don't Come Easy" e com uma camiseta com a imagem dos Beatles.
Adorei quando ele cantou "Honey Don't", deu muita vontade de dançar e eu acho essa música uma graça!
Os momentos mais emocionantes ficaram por conta mesmo de "Yellow Submarine", "With a little help from my friends" (uma das minhas favoritas) e "Give peace a chance"
Claro que outras músicas dos Beatles também fizeram a diferença como "I Wanna be Your Man", "Boys" e "Act Naturally". Da carreira solo, destaco "It Don´t Come Easy" e "Photograph", escrita em parceria com George Harrison.

Sem contar quando ele falou "I love you, you, you" e, dentre várias pessoas, apontou para mim. Todo mundo pode dizer que não, mas foi sim!!! rs... Ringo, I love you too!

Na minha humilde opinião, eu queria mais músicas dos Beatles (menos All Star Band, sendo bem sincera) e não ter que permancer sentada durante o espetáculo, queria dançar, me mexer.

De qualquer forma, adorável! E é sempre bom "ganhar um Beatle" de aniversário...

PS: "What would you think if I sang out of tune?/Would you stand up and walk out on me?/Lend me your ears and I'll sing you a song,/And I'll try not to sing out of key" (The Beatles).

sábado, 12 de novembro de 2011

É hoje!!!

 Indo para um submarino amarelo com Ringo Starr!

"As we live a life of ease
Everyone of us has all we need
(One of us, has all we need)
Sky of blue and sea of green
(Sky of blue, sea of green)
In our yellow submarine
(In our yellow, submarine, aha)" (The Beatles)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ponto de vista


E pode-se dizer que ela era toda errada mesmo, que via o mundo ao contrário, era esquisita e ao contrário via até as pessoas.
Mas um dia, num desses tropeços da vida, encontrou alguém que também andava de cabeça para baixo. Achou incrível como, de repente, as coisas ficaram tão certas.

PS: "Pela janela do quarto/ Pela janela do carro/ Pela tela, pela janela/ Quem é ela? Quem é ela?/ Eu vejo tudo enquadrado/ Remoto controle..." (Adriana Calcanhoto - Esquadros).

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

#Drummond

Ainda que mal

Ainda que mal pergunte,
ainda que mal respondas;
ainda que mal te entenda,
ainda que mal repitas;
ainda que mal insista,
ainda que mal desculpes;
ainda que mal me exprima,
ainda que mal me julgues;
ainda que mal me mostre,
ainda que mal me vejas;
ainda que mal te encare,
ainda que mal te furtes;
ainda que mal te siga,
ainda que mal te voltes;
ainda que mal te ame,
ainda que mal o saibas;
ainda que mal te agarre,
ainda que mal te mates;
ainda assim te pergunto
e me queimando em teu seio,
me salvo e me dano: amor.

sábado, 29 de outubro de 2011

Ah, as estrelas...

"- Você sabe o que mantém as estrelas no céu, Linus? 
- Bem, não sei o certo… Tachinhas?"

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Pontuação

 
Poderíamos ser as reticências
Que se perdem entre as linhas
Nada que estivesse pronto
Qualquer coisa assim, banal

Poderíamos ser as vírgulas
Das histórias mal contadas
Dos casos que viram conto
Jamais um ponto final

sábado, 15 de outubro de 2011

Dia do Professor II - e mais importante!


Professores, parabéns pelo seu dia! 
Honro e me orgulho muito dessa profissão, principalmente pelos professores e professoras que tive e, por todos os amigos que escolheram esse caminho e que lutam pela educação.
Muito mais do que apenas comemorar essa data, devemos lutar sempre, incansavelmente, se quisermos transformar alguma coisa. Como em todas as profissões, professores também não trabalham de barriga vazia, precisam de um salário digno, precisam de boas condições de trabalho e, sobretudo, de RESPEITO. A valorização dos professores é o primeiro passo para uma educação de qualidade. Acesse e participe!


Dia do Professor I

Há mais ou menos um ano, eu estava recém-formada e prestando um concurso para ser professora. Dormi mal porque era bem no dia em que aconteceu a troca do horário de verão. Não tinha estudado porque estava preocupada com a prova de mestrado. Saí de casa, quando ainda estava escuro, ouvindo Elvis Presley, pensando porque que tinha inventado mais essa e, sem a menor pretensão de passar. Até que cheguei lá e o tema da redação era um dos meus favoritos: alfabetização. É, passei...
Hoje, eu consigo entender porque e não mudaria nada do que aconteceu nesse dia. Depois veio a surpresa, veio a convocação, veio a escola. Vieram meus amigos professores, amigos mesmo porque me deram uma grande força para começar, daí vieram os pais, as crianças, mudança de turma, novas crianças.
E a verdade é que eu não sabia muito bem o que queria e, confesso, ainda não sei, mas gostei de sentir esse gostinho de ser chamada de "Professora" ou simplesmente de "Pro". Gostei de ensinar, gostei de ver "minhas crianças" aprendendo a ler e a escrever, de ver aqueles rostinhos curiosos e ansiosos em saber o que eu tinha para ensinar. Não, não  foi fácil, como todas as paixões, quase enlouquece a gente! 
No dia que precisei ir embora, eu desmoronei. Não suportei olhar para aquelas carinhas, com os olhos cheios de lágrimas me pedindo para ficar. Me faz falta aquela rotina, aquela agitação, aquele carinho. Voltei para visitar a escola, reencontrei amigos, reencontrei as crianças, mas a saudade permanece.
Como quem já esteve do dois lados (aluno/ professor), posso dizer que é uma profissão sofrida, dolorida, que tira o sono, mas, contraditoriamente, é fantástica e apaixonante. É naquela hora, na sala de aula, ou no recreio, ensinando, conversando ou até dando uma bronca, que você percebe como pode influenciar diretamente a vida de alguém, transformar alguma coisa, fazer a diferença. 
Eu espero, com todos os meus esforços, ter feito a diferença na vida dos meus alunos, ter sido inspiradora como muitos professores foram para mim.

domingo, 9 de outubro de 2011

Lennon, inspiração...

Hoje este cara poderia estar comemorando mais um aniversário, se um estúpido não tivesse interrompido seu caminho de uma maneira tão brusca.
E, se a vida fosse muiiiiiiiiito generosa comigo, nós poderíamos passar uma tarde conversando sobre ela! rs...
De qualquer forma, obrigada, John!

Há um tempo...


Há um tempo em que é preciso deixar o barulho lá fora e voltar-se para dentro. Um tempo em que é preciso de silêncio para escutar o que seu coração pede e, você tem ignorado. Um olhar para si mesmo, além das máscaras, além da alegria comprada na padaria, além dos adornos que disfarçam nossa verdadeira essência.
Existe um momento em que precisamos compreender que algumas coisas não fazem mais sentido no nosso caminho, sentimentos que precisam ser abandonados, desejos que precisam ser repensados. Ter a sabedoria de compreender que, às vezes, o que era motivo de alegria, agora traz sofrimento e, precisa ser deixado de lado, precisa ser visto de outra maneira. Desconstruir velhos sonhos para poder sonhar de novo.
Isso dói, é difícil. Você não reconhece mais a pessoa do espelho, impregnou-se demais com os sonhos,  com o gosto e até com as dores dos outros. Tentou resolver problemas que não lhe pertenciam,  esforçou-se para  fazer feliz quem nunca se importou muito com a sua felicidade. Mas, para você, o que fez?
Eu, que não suporto uma vida mais ou menos, uma amizade mais ou menos, um envolvimento mais ou menos, um amor mais ou menos... Para mim, que sempre foi tudo ou nada, o que estou fazendo aqui, no lado morno, no lado medíocre da vida? Se nem escrever em um estado de espírito mais ou menos eu consigo!
Hoje quero me ouvir, pensar, quero me reinventar. Cansei de "gritar", cansei de entender, cansei de explicar. Do mais, entrego meu silêncio. Interprete como quiser.  

E as palavras do meu pai, empoeiradas, ressoam: "Nunca dependa de ninguém para nada, muito menos para ser feliz".

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A Menina da Chuva

                                                                       Foto "Candelária", de Luiz Morier.                                                                                  Confira a exposição "O Rio na visão de seus fotógrafos/ O Rio que sofre"

Chuva, frio e ela imóvel. À margem da calçada, à margem dos seus sentimentos. Nenhum motivo para seguir, nenhum motivo para ficar. Tão alheia que nem sentia a água fria escorrer pelo seu corpo.
Nesse momento, nada importava. Na verdade, chovia muito mais forte dentro dela. Queria apenas que alguém trouxesse, logo, um arco-íris para iluminar a sua vida.

PS: "Bomba, avião, helicóptero/ Para ocupar território/ E deixar ao deus-dará.../ Outras tragédias não soam..." (Kid Abelha).

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Você consegue?

A música de John já completou 40 anos, mas ainda temos MUITO o que aprender com ela...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Diferente, como todo mundo


Esses dias me perguntaram como consigo tratar todo mundo da mesma maneira, sem me importar com religião, opção sexual, "raça", se é deficiente, se é idoso, criança, doente ou qualquer outra situação "diferente". Eu nunca tinha pensado nisso, para mim é muito natural. 
Lembrei desse comentário semana passada, quando entrei no ônibus e sentei ao lado de um casal de meninas. As duas de mãos dadas, se beijando e eu pensei "Poxa vida, o amor delas é tão bonito, tão sincero quanto o que uma mulher pode sentir por um homem ou um homem pode sentir por outro. Tão amor quanto o que eu sou capaz de sentir. Por que discriminar?".
Algums situações da minha vida, como minhas escolhas, de não fazer o que todo mundo fazia, quando fazia, de não me sentir na obrigação de ser igual, de ser até criticada por isso, foram me encaminhando para uma reflexão sobre preconceito, mas três fatores foram bastante significativos. 
O primeiro foi a educação que recebi dos meus pais, que me ensinaram a nunca me achar melhor do que ninguém. E nem pior. Me ensinaram que ter ou não um tênis de marca não me faria conquistar o respeito dos outros. Eu não tive tênis de marca, casa bonita, não tinha rádio que tocava cd, mas sempre tive a certeza de que gostavam de mim pelo que eu era. Nenhum "bem material" me fez sentir mais ou menos importante do que alguém. Me ensinaram também que as pessoas são diferentes por natureza e que preciso respeitar os outros e suas escolhas. Se não sou melhor do que ninguém, como posso me sentir no direito de julgar o outro?
Em segundo lugar, aprendi com minhas próprias "deficiências" - meus óculos e a minha magreza - criança sofre (mal sabia eu que um dia magreza viraria moda)! Se eu não gostava que me chamassem de "quatro olhos" porque cargas d'água eu deveria falar dos outros? Não enxergar bem me faz ter uma deficiência visual - e daí? Se olharmos de perto, todos tem alguma deficiência. E o problema não é não ter o braço, não falar, não ouvir. Deficiência grave é falta de respeito, falta de amor.
O terceiro, foi uma lição dada pela vida mesmo. Todo mundo pode se considerar "perfeito" hoje, mas e amanhã? E se eu sofrer um acidente, se meu rosto não for mais o mesmo, se eu não andar mais? As pessoas deixariam de me respeitar ou de gostar de mim por isso? Deixo de ser a pessoa que sou? Essa reflexão veio de uma situação que vivi com meus pais anos atrás, que me fez crescer muito.
Enquanto eu pensava tudo isso, uma mulher entrou com uma criança cadeirante no ônibus. Má vontade do motorista em ajudá-la, as pessoas no ônibus meio curiosas, meio com receio, a dificuldade com o próprio manuseio da cadeira. E ela lá, firme, a criança rindo. Me emocionei. Me vi naquela mulher, por todas as vezes que saio com meu pai, cadeirante, lindo (e saio mesmo, sem vergonha, sem medo e brigo se alguém disser alguma besteira), e o quanto é difícil as pessoas encararem essas situações com naturalidade. 
As pessoas não são feitas em linha de montagem, todas idênticas. E a graça do mundo é a diferença. O mínimo que podemos oferecer a alguém é o nosso respeito, acima de tudo e, não agirmos como inquisidores da vida alheia. É sempre bom ter muito cuidado com isso. Ainda assim, temos o péssimo hábito de formar uma opinião sobre alguém sem conhecermos. Não existe segredo, não é nada difícil. Acho que, no fundo é isso: coloque-se no lugar do outro e seja com ele como gostaria de que ele fosse com você. 

PS: "'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino." (Mário Quintana).

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Da chegada do amor (Elisa Lucinda)


Estou meio sem inspiração para escrever ultimamente, sem vontade, sem tempo, enfim... Me preocupando com algumas coisas específicas nesses dias.
Gostei muito desse poema da Elisa Lucinda que li hoje e não pude deixar de postá-lo.


Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.
Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.
Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.
Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.
Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso
e que sua estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis um amor que amasse.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Não é culpa sua


           
Eu poderia escrever milhões de coisas, mas são tantos pensamentos que me ocorrem nesse instante, que mal consigo organizá-los. Está tudo fora de lugar. Não sei se é para rir ou para chorar. Chuva lá fora e o vazio aqui dentro. Tem horas que precisamos fazer o que tem que ser feito, mas só Deus sabe como é difícil. Não consigo sentir nada, nem raiva, nem amor. Não consigo nem chorar para lavar a minha alma. Ficam as músicas, os livros e a lembrança do que foi bom. E foi muito, me fez crescer, mas não serve mais. Vão-se os planos, vão-se os desejos. Outros virão.
Abro mão de muitas coisas, mas não de mim. Acredite, sou mais feliz assim. Confortável seria aceitar a vida como ela é, levar uma vidinha mais ou menos, “hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será”[1]. Para mim, não. É muito sacrifício viver com doses homeopáticas de “amor”, amor de conta-gotas, aquele que você alimenta um pouquinho só pra continuar respirando.  Chega uma hora que esse amor não resiste, ele começa a falhar, vai parando devagarzinho, até que acaba.  Ou talvez, nem fosse amor. Prefiro o nada do que pouco. Quero intensidade, quero entrega, quero verdade. Não, não é sua culpa. É que eu preciso de mais.  


[1] Carlos Drummond de Andrade

PS: "Preciso tanto me fazer feliz..."

sábado, 30 de julho de 2011

Relógios



Meu tempo corre contra o teu relógio,
que tem andado bem mais devagar
que a minha pressa já desenfreada,
essa minha louca urgência de te amar

Se está longe, tudo é eternidade
saudade aperta, chega a latejar
e quando está perto o tempo acelera
passa tão rápido, parece voar

Nossos relógios tão desencontrados
tenho esperanças de que se acertarão
depois de tudo, de uma longa espera
pra dar sossego a esse meu coração

E nesta súplica faço um desejo
de muito amar-te, sem pensar no adeus
pura volúpia, me entregar num beijo
e meus ponteiros se juntarem aos teus

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Esse tal de rock and roll...

Não me atrevo a fazer uma seleção das melhores músicas porque correria o risco de deixar muita coisa boa de fora... E ae, qual é a sua favorita?

13 de Julho: Dia Internacional do Rock
Fica a mensagem!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sossegue

Não se mate (Drummond)

Carlos, sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe
o que será.

Inútil você resistir
ou mesmo suicidar-se.
Não se mate, oh não se mate,
Reserve-se todo para
as bodas que ninguém sabe
quando virão,
se é que virão.

O amor, Carlos, você telúrico,
a noite passou em você,
e os recalques se sublimando,
lá dentro um barulho inefável,
rezas,
vitrolas,
santos que se persignam,
anúncios do melhor sabão,
barulho que ninguém sabe
de quê, praquê.
Entretanto você caminha
melancólico e vertical.

Você é a palmeira, você é o grito
que ninguém ouviu no teatro
e as luzes todas se apagam.
O amor no escuro, não, no claro,
é sempre triste, meu filho, Carlos,
mas não diga nada a ninguém,
ninguém sabe nem saberá.

PS: "Pode ser numa canção/ Pode ser no coração/ Eu so quero ter você por perto..." (Pato Fu)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

7 de Julho: Paz, amor e Ringo!


Ringo Starr, baterista e o mais velho dos Beatles, completou 71 anos hoje. 
Para comemorar, Ringo pediu à todos que fizessem pedidos de "Peace and Love". 
Apesar de ser baterista, alguns clássicos foram imortalizados pela sua voz, como "Yellow Submarine", "Little Help From My Friends" e "I wanna be your man".
Muitas felicidades, paz e amor! Espero vê-lo em novembro...

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Noite de São João

Para terminar o mês de Junho, aí vai um texto que estava na gaveta...
Pintura de Alfredo Volpi

          Era uma noite fria de São João, quando Isabel desembarcou na pequena estação ferroviária daquela cidadela, no interior de Minas Gerais. A cidadezinha estava iluminada pela lua e pelo céu estrelado. Naquele tempo, em que não existiam tantas luzes nas cidades como hoje, o brilho das estrelas era mais intenso, o que tornava as noites interioranas muito mais sedutoras. Isabel tinha cabelos castanho-escuros, cacheados e presos por um laço de fita de cetim, estava com um casaco de lã verde-escuro, luvas beges, chapéu de palha e botas de montaria para se proteger do frio, vestia-se de forma ousada para uma época em que a maioria das mulheres ainda usava vestidos e saias.
            Isabel desceu os degraus da estação, abriu sua maleta e começou a tatear seu interior a procura de um algo. Caminhou até a calçada e, apressadamente, abriu um papelzinho todo dobrado. Imediatamente, seus olhos correram a procura de uma placa que indicasse o nome da rua onde estava para conferir se era o mesmo endereço que tinha nas mãos. Antes mesmo que terminasse, ouviu uma voz lhe chamando:
            - Prima, prima!!
            Era a sua prima Fátima, lhe acenando do outro lado da calçada, acompanhada por um rapaz. Fátima era muito bonita, com cabelo dourado na altura dos ombros, um corpo bem esculpido, realçado no vestido cor maravilha e um sobretudo preto. Rodrigo era o que se chamava de boêmio, usava um terno bege, sapatos bem engraxados, chapéu de palha, barba por fazer e profundos olhos castanhos.
            Isabel pegou as malas e saiu correndo em direção à sua prima. Tão logo atravessou, colocou as malas no chão e pôs-se a abraçá-la.
            - Que saudade!!! Como é bom reencontrá-la, prima!
            - Nem me fale, Isa. Não víamos a hora de encontrá-la. Aliás, já estávamos preocupados com a demora.
             - Ah, foi o trem que atrasou.
            Enquanto isso, o rapaz aguardava encostado na parede da Padaria da Estação.
            - Rodrigo, venha cá, quero apresentar-lhe minha prima. Isa, este é Rodrigo, meu amigo, companheiro de boemias e serestas. - disse rindo.
            Rodrigo aproximou-se de Isabel, tirou o chapéu e disse:
            - Bem vinda à cidade dos sonhos, moça!
            Isabel estendeu-lhe a mão e disse sorrindo:
            - Muito prazer, cavalheiro.
            - O prazer é meu. - disse inclinando-se para beijar-lhe o rosto.
            Isabel ofereceu-lhe o rosto e, antes que soltasse suas mãos, Rodrigo disse:
            - Ah, aqui é diferente, são dois beijos! E beijou-lhe o outro lado da face.
            Realmente aquele lugar era diferente, um lugar de pessoas alegres, de bem com a vida, nada parecido com a casa sombria onde Isabel vivia. Era um lugar mágico que incendiava a sua imaginação, tal quais as labaredas da fogueira adiante clareavam a praça, enfeitada com bandeirinhas das mais diversas cores, iluminada pelos balões e pelas estrelas.
            Os três caminharam para a praça, Rodrigo carregava as malas enquanto Isabel olhava encantada para as pessoas e para todo aquele colorido. Antes que seguissem para casa, Fátima, vendo o encantamento da prima, sugeriu que ficassem na festa.
            Isabel adorou a idéia, a festa era uma boa oportunidade para familiarizar-se com a cidade. Ela tinha vindo do Rio de Janeiro para morar com Fátima e tia Olívia, numa casinha modesta no interior de Minas. Tia Olívia tinha uns cinquenta anos, viúva, era costureira conhecida na cidade. Fátima era conhecida também, não pelo dotes como costureira, mas pelo sucesso com os rapazes. Ela gostava de conversar com os estudantes no Bar das Serenatas. Conhecia Rodrigo de lá, eram grandes amigos e reuniam-se com outros jovens para cantar, tocar e recitar poesias. Fátima tinha uma vida completamente diferente da sua prima, a liberdade para ser o que quisesse.
            Ao chegarem à praça, encostaram as malas em uma barraca de doces, pois antigamente não precisavam preocupar-se com roubos. Todos na cidade se conheciam.
            - Venham, vamos dançar! – gritou Fátima, puxando a prima e o amigo pelas mãos e se embrenhando no meio da multidão.
            Rodrigo passou os braços pela cintura de Isabel, pegou uma das suas mãos e disse:
            - Dança comigo?
            - Hum, vou pensar! – respondeu Isabel, como se analisasse a situação.
            Nesse momento, saíram dançando pela praça ao som das músicas juninas tocadas no violão e na sanfona. Dançaram várias músicas consecutivas e, embalados pela dança, conversavam sobre a vida e suas predileções artísticas. Tinham muitas coisas em comum. Assim como Rodrigo, Isabel gostava de música, mas não sabia tocar nenhum instrumento, apenas compunha.  Rodrigo tocava violão. Nesse aspecto, completaram-se, letra e música.
            Enquanto isso, Fátima divertia-se nas barracas. Experimentava as mais diversas guloseimas, participava das brincadeiras e, vez ou outra, um menino vinha lhe entregar os correios elegantes que os rapazes lhe mandavam. Divertia-se com isso, mas não respondia nenhum, não se importava com os rapazes, era amante da liberdade. De longe, observava a prima e o amigo.  Correu para abraçá-los.
            - Vocês dois, heim! Já estou vendo tudo.
            - Deixe de bobagem, prima! Assim você me envergonha – disse fingindo-se constrangida.
            - Vai começar a quadrilha, vamos dançar!
            Juntaram-se aos outros dançarinos, jovens e crianças. Começou a quadrilha. Cavalheiros cumprimentam as damas, damas cumprimentam os cavalheiros e assim por diante. Os casais se afastavam e se juntavam durante a dança. As marcações da quadrilha acompanhavam as batidas dos corações de Isa e Rodrigo. Olha a chuva, já passou. A grande roda. Caracol. Rodrigo e Isabel entreolhavam-se de braços dados, riam, virando-se para um lado e para outro, naquele vai-e-vem da quadrilha. Aos poucos a dança foi acabando, até chegar a hora da despedida. Os mais velhos aplaudiam e divertiam-se observando os novatos. Quanta alegria, os moradores daquela cidadezinha tinham o sorriso fácil.
            Enquanto todos os olhares voltaram-se para o céu e encantavam-se com a queima de fogos, Rodrigo pôs-se em frente a Isabel e surpreendeu-a com um beijo. Isa não esperava tal atitude, mas assim como a cidade, seu coração encheu-se de alegria. Realmente, aquela era a cidade dos sonhos. Saíram do meio da multidão, continuaram a conversar e observar o céu, entre um beijo e outro.
            Naquela noite de São João, um sentimento intenso tomou conta de Rodrigo e Isabel. Daquele momento em diante, tornaram-se amigos e parceiros na música. Gostavam-se, mas não se casaram, preferiram viver livres para voltar aos braços do outro quando quisessem. Envelheceram juntos e não perdiam uma festa de São João na cidade.  Continuaram vivendo para a música e para a poesia, acompanhados pelos amigos e pela prima Fátima.
            Hoje também é noite de São João, mas Rodrigo não tem mais Isabel ao seu lado. Agora acompanha as festas de São João pela janela de casa e, olhando para o céu, fica imaginando em qual estrela estará sua Isa. Lembra-se com nostalgia dos tempos da mocidade, ao som da música que a sua amada mais gostava:
           
             “Olha pro céu meu amor
            Vê como ele está lindo
            Olha praquele balão multicor
            Como no céu vai sumindo

            Foi numa noite, igual a esta
            Que tu me deste o teu coração
            O céu estava, assim em festa
            Pois era noite de São João”.[1]



[1] Trecho da música “Olha pro céu”, composição Luiz Gonzaga e José Fernandes.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ringo Starr no Brasil!!!


Ai, que coisa boa! Comemorei um aniversário com o Paul e agora vou comemorar outro com o Ringo, será?
Ringo estará no Brasil em Novembro com a All Starr Band e fará shows em Porto Alegre (dia 10 de novembro), São Paulo (12 e 13), Rio de Janeiro (15), Belo Horizonte (16), Brasília (18) e Recife (20). Assistir ao show de mais um Beatle é demais, vai perder??

domingo, 26 de junho de 2011

Refletindo...


"Eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. Mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo" (Caio F. de Abreu).

PS: ‎"You don't realize how much I need you..." (George Harrison)

sábado, 25 de junho de 2011

120 dias de professora



            Meus quase cento e vinte dias de professora não foram fáceis, mas foram gratificantes. Ser recebida em uma escola como o "Geraldo" foi um começo bem melhor do que eu poderia imaginar, principalmente, por todas as pessoas especiais que conheci e por todo apoio que recebi desde o início.
            Foram dias muito intensos. Dias de muito estudo, dedicação, dias que ri muito, abracei, dias que brinquei, cantei, alguns que chorei, mas que, acima de tudo, aprendi demais... Histórias e pessoas que, dificilmente, irei esquecer.
            Aprendi a amar e a respeitar ainda mais uma profissão que eu tinha dúvidas se era para mim – e é. Conheci pessoas que lutam pelas mesmas causas que eu, pessoas que acreditam que é possível transformar a realidade em algo melhor, nem que pareça ser só um pouco. Pessoas que me ajudaram muito e que tiveram uma importância fundamental nessa caminhada.
            Emocionei-me com as conquistas de cada criança, vendo as palavras que elas conseguiram formar e ler, com as frases e as histórias que criaram, com cada carinho inesperado que recebi, com cada sorriso que me foi ofertado sem pedir nada em troca. Diverti-me com as nossas conversas, brincadeiras, risadas... me esforcei muito para que minhas crianças fizessem as coisas certas e aprendessem tudo o que eu queria ensinar. Por todo carinho que recebi e, ainda recebo delas e dos meus amigos da escola, acho que valeu à pena. Enfim, me apaixonei...

PS: "Há que se cuidar da vida, há que se cuidar do mundo. Tomar conta da amizade. Alegria e muito sonho espalhados no caminho. Verdes, planta e sentimento. Folhas, coração, juventude e fé." (Wagner Tiso / Milton Nascimento)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Você conhece o Cidadonos??

Saiba mais e participe! Acesse http://www.cidadonos.org.br/

Conheça algumas propostas que estão no Cidade Democrática. Para participar é muito simples: Acesse, cadastre-se e apoie! Lembrando que todos podem apontar algum problema e/ou criar uma proposta.







PS: "Lutar/ Quando é fácil ceder/ Vencer/ O inimigo invencível/ Negar/ Quando a regra é vender" (Chico Buarque).

sábado, 18 de junho de 2011

Happy Birthday, Sir McCartney!


Bom, eu não preciso nem falar tudo o que eu acho desse cara! 
O Paul vai ser sempre um garoto, mesmo completando 69 anos hoje. Músico, compositor (Para mim, compor uma música é uma das coisas mais sublimes que alguém pode fazer e ele faz isso de uma maneira belíssima) e exemplo de superação, pelas perdas da mãe e de seu amor, Linda.

Sol, praia e Paul
Tive o prazer de assistir duas apresentações dele e foram momentos inesquecíveis. Você não sabe se ri, se chora, se canta, se registra. Eu só conseguia pensar "Cara, o Paul está cantando para mim! Eu estou cantando com ele!"... rs!
Aproveito para falar um pouco sobre o show no Rio de Janeiro. Mais uma segunda-feira especial (dessa vez sem chuva!).
Homenagem da Banda Sgt. Pepers 
































































































Quando decidi ver o Paul no Rio, meu pai disse "Não acredito que você vai sair daqui para ver, de novo, um velho de quase setenta anos no Rio de Janeiro!". Argumentei que, primeiro, o Paul se mantem jovem pela sua obra e, segundo, ele entenderia se tivesse no show...
Inicialmente, tenho que contar sobre a festa que estava em frente ao Copacabana Pallace na segunda. Banda, homenagens e fãs à espera de um aceno (inclusive esta que vos escreve!). Só faltou ele aparecer na janela para dar um "oi",  seria o mais-que-perfeito!
Mãe é mãe!
Quando o Paul disse "Até mais!" em São Paulo, eu pensei "Nunca mais verei esse cara na minha vida!". Que engano maravilhoso eu cometi! Seis meses depois, lá estávamos nós. Ele: super carismático, lindo e extremamente talentoso. Eu: não conseguia tirar os olhos do palco!
Tive a felicidade de vê-lo cantar duas músicas que eu gosto muito e que não entraram no show do Morumbi, "And I love her" e "I saw her standing there" - meu presentão! Uma energia fantástica, parecia que  todos os Beatles estavam lá.
"Paulinho", carinhosamente chamado no Rio, não para. Literalmente. Toca um monte de instrumentos diferentes, conversa com a pletéia, pula e não bebe um gole de água... Vai ter energia assim lá em Liverpooll!
E quando ele chamou algumas meninas para irem até o palco... meu Deus! Imagine a emoção... Me senti abraçada pelo Paul também. As brincadeiras com os bichinhos de pelúcia, as graças, o sorriso e um olhar muito verdadeiro, de quem também estava realizado e eternizando aquele momento.
Dessa vez, despedi-me de Paul com um "Ok, Paul! Nos encontraremos por aí...".
Ao meu canhoto favorito: desejo felicidades, paz, saúde e muito shows no Brasil (Demaissss)! ♫All my loving, I will send to you ♪

Como é quase impossível escolher uma música para colocar aqui, vou deixar o meu grande presente naquela noite. "Well, my heart went "boom..."


PS: Sobre o Rio de Janeiro? Nunca senti muita vontade de ir para lá e não teria ido se não fosse pelo show, mas, realmente, é lindo e os cariocas são muito simpáticos!

Mais


Meu nome é mais bonito em sua boca
minha pele mais sensível ao seu toque
meus olhos são mais verdes nos seus olhos
meu cabelo mais macio entre seus dedos
e minha vida tem mais graça com você.

PS: "Something in the way she woos me..." (George Harrison)

terça-feira, 7 de junho de 2011

"De toda a minha literatura, você é a minha melhor página."



Imaginei uma cena muito parecida com esta
quando escrevi "Comercial de Margarina"
Estou pensando em um monte de coisas bacanas, mas está tudo bagunçado e não estou conseguindo escrever nada. Já é tarde, a filosofia está consumindo minhas ideias e, embora também queira dormir, ainda terei que ficar acordada por mais um tempo. Só passei aqui para fugir um pouco das minha obrigações. 
Vou deixar a Martha Medeiros falar um pouco por mim...

"Mas ele sabe que tenho algo diferente e que é legal ser adorado por uma garota que tem algo de diferente."

"A desculpa é esfarrapada mas é legítima."

"A carne é fraca, mas você tem que ser forte, é o que recomendam todos. (...) Se conseguir, bravo: terá as rédeas de seu destino na mão. Mas se não der certo, console-se. Criaturas que derretem-se, entregam-se, consomem-se e não sabem negar-se costumam trazer um sorriso enigmático nos lábios. Alguma recompensa há de ter."

"Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoraçao ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia."

"Mal te vi, já me fiz malandra..."

"Desatar os nós que enlaçam atos e motivos. Fazer as coisas por impulso. Por quê? Porque às vezes é bom a gente mostrar pra si mesmo quem é que manda aqui."

"Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história."

sábado, 4 de junho de 2011

O ben(mal)dito dia dos namorados...

... qualquer forma de amor.

O mês de junho mal começou e já vem a tal falação do dia dos namorados... Tenho certeza que eu e outros milhões de solteiros não aguentam mais isso.
Até parece que no dia 12 de junho todo mundo se apaixona, todos os casais se entendem, fazem surpresas, viram românticos por um dia (acho patético esse romantismo forçado), não importa se eles se matam no resto do ano, mas no dia 12... ah, eles tem que demonstrar todo "amor" porque é um dia especial para isso!
Claro que acredito que alguns casais realmente tem motivos de sobra para comemorar e não se amam só nessa data, nos aniversários ou no Natal.
Então vamos combinar uma coisa: todo dia é dia de demonstrar carinho, afeto e respeito por quem você gosta. Podemos ser românticos em qualquer dia, ou em todos os dias... 
O dia dos namorados está tão vinculado ao comércio, como tantas outras datas que perderam seu significado real, que alguns solteiros até se sentem mal "Poxa, esse ano vou passar sozinho!", como se tivesse a obrigação de ter alguém ou frustrado por não poder chamar um relacionamento de namoro. Não é assim e não pode ser assim.
Adorei uma frase que está rolando na internet que diz mais ou menos isso "Se não passo o Dia do Índio com um índio, se não comemoro Finados com um defunto, porque 12 de junho tenho que ter um namorado?". Perfeita! Nada dessa história de se alugar, de adotar, de sair agarrando o primeiro mortal que passar na sua frente. Apenas divirta-se como em qualquer outra ocasião.
Lembre-se que os solteiros também se apaixonam, amam, escrevem cartas de amor, sofrem, fazem loucuras e não são infelizes por não estarem em uma relação formal e determinada socialmente chamada "namoro". O amor dispensa rótulos. Nem sempre solteiro significa sozinho. É possível sim viver momentos maravilhosos sem que a pessoa seja seu namorado, sendo simplesmente seu amigo, seu companheiro, seu amor ou seja lá o que for, sem amarras. É possível amar uma pessoa incondicionalmente sem chamá-la de namorado, sem esse compromisso, sem essa imposição. 
Por isso, dia 12 pode até ser muito especial, mas é só um dia. Ainda prefiro comemorar os outros 364. Por mais que as histórias sejam mal resolvidas, complicadas, sem sentido, impossíveis... mas que elas realmente acelerem o coração.
Presentes em datas comemorativas são muito previsíveis, o bom é surpresa de verdade, sem saber quando ela vem. Não quero um sentimento dentro de uma caixa com um laço, esquecido em algum canto da estante. Quero um sentimento livre. Um sentimento que seja como o ar, que você não precisa falar e lembrar dele a toda hora, mas que não vive sem.

PS: "Love doesn't come in a minute,/ Sometimes it doesn't come at all/ I only know that when i'm in it/It isn't silly, no, it isn't silly, love isn't silly at all" (Paul McCartney).

sábado, 21 de maio de 2011

Hello, Paul!

Goodbye, SP! Hello, Rio!

 "Hello Goodbye" - The Beatles, lançada em 24 de novembro de 1967.

Fonte: http://musicalstewdaily.com
"Alistair Taylor, assistente de Brian Epstein, se lembra de ter perguntado a Paul como ele escrevia suas músicas, e Paul o levou à sua sala de jantar para fazer uma demonstração em harmonium entalhado à mão. Ele disse a Taylor para gritar o oposto de tudo o que ele cantasse enquanto tocava as notas. E assim foi - preto e branco, sim e não, pare e vá, olá e tchau." (A História por trás da música, Steve Turner, p.221).

PS: "A resposta para tudo é simples. É uma canção sobre tudo e nada... se você tem preto, também tem que ter branco. Essa é a coisa mais impressionante da vida". (Paul McCartney)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

All my loving...

Maio de 2011: Paul McCartney no Rio de Janeiro - O reencontro!

Realizar um sonho é bom. 
Realizar o mesmo sonho duas vezes é bom demais! E, exatamente, seis meses depois... é sensacional!
Paul, te vejo daqui a uma semana, no Rio de Janeiro!

Para viver mais uma segunda-feira (quem diria) inesquecível!!!

domingo, 15 de maio de 2011

Memórias

Guardo lembranças tão lindas que, não existe filme ou fotografia no mundo capaz de expressá-las.

Foto: Elizabeth Messina

Minhas melhores lembranças não estão registradas em fotos,  livros, bilhetes e nem em filmes. Minhas melhores lembranças são frases soltas, sorrisos, olhares, sensações... aquilo que ninguém pode ver, que ninguém pode entender, aqueles detalhes que ficam impressos apenas na memória.

PS: "Give me, give me one more chance/ To keep you satisfied, satisfied..." (Elvis Presley).