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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Para entrar bem em 2011...

Hoje é dia de...

Rockabilly (Carmen Nogueira)
 Rockabilly!!!

PS: "Well, My baby and me went out late saturday night/ I had my hair piled high and my baby just looked so right/ Well, pick you up at ten, gotta have you home at two/ Mama don't know what I catched off of you/ But that's all right cause we're looking as cool as can be..." ("Rock this town", Stray Cats).

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Já pensou?

 Momentos que eu gostaria de ter vivido...
Elvis and me
Beatlemania
 PS: Férias, ócio... dá nisso aí!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Feliz 2011!!!

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Para falar a verdade, ainda estou um pouco apegada a 2010.
Foi um ano bom para mim, particularmente. Não começou lá grande coisa, aconteceram algumas situações tristes, chorei por coisas que na hora não pude compreender, mas enfim, sobrevivi a tudo... e também fui recompensada por isso, tendo mais um ano ao lado da minha família e dos meus amigos que tanto amo e que são fundamentais na minha caminhada (não existiria pedagoga, não existiriam textos, não existiria esta Carmen se não existissem vocês). Tive a oportunidade de conhecer lugares e pessoas diferentes, fazer novas amizades, me divertir muito, fazer coisas que eu não imaginava que seria capaz e, principalmente, me reinventar - e acho que isso fez toda a diferença.
Em 2010, mais do que nos anos passados, aprendi que é preciso nos reinventarmos a cada ano. Claro que precisamos valorizar e manter o que é essencial (a família, os amigos, os sentimentos - não existe razão de ser se não for para e pelas pessoas), mas também podemos dar uma oportunidade para o novo, para o inesperado, para algumas mudanças. Mudar alguns hábitos, aprender algo diferente, trilhar novos caminhos, fazer de outro jeito, amar de outras formas... Pequenas atitudes que nos tornam grandes. 
Algumas mudanças começam dentro de nós, são complicadas, mas valem à pena. Ser mais paciente, menos teimosa, mais tolerante, enxergar as coisas como elas realmente são e não como quero (ou querem) que eu as veja, enfim... Coisas simples, mas que contribuem com nossa tentativa de ser mais feliz e fazer os que estão a minha volta mais felizes também. Não custa nada tentar...

No ano passado, eu disse que se 2010 fosse metade de 2009, seria muito bom. Sinceramente, superou minhas expectativas.
Desejo que 2011 também seja assim, que seja bom para todos, o início de uma década cheia de esperança, saúde, paz, amor... Que sejamos mais solidários, menos egoístas, que  possamos realizar nossos sonhos e que, acima de tudo, sejamos muito, mas muito mais felizes.
Feliz 2011!!!

Deixo aqui um texto fantástico do Drummond, Receita de Ano Novo:

Para você ganhar belíssimo Ano Novo 
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa 
fazer lista de boas intenções 
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver. 

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

PS: "All we are saying is give peace a chance..." (John Lennon).

domingo, 26 de dezembro de 2010

Para não ser triste...

A Hanna, do blog Pensamentos Soltos, me enviou um email com a letra dessa música e me fez resgatar uma das minhas memórias do final da década de 80. Eu ainda era um pedaço de gente, mas adorava esse comercial e toda vez que passava na televisão eu ficava torcendo para que o menino conseguisse chegar ao coral...
A música é linda, do tipo que já enche os nossos corações de emoção logo nas primeiras notas.


 

"Quero ver o amor vencer e se a dor nascer, você resistir e sorrir.
Se você pode ser assim, tão enorme assim, eu vou crer..."

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal!

 

Que possamos olhar para o Natal 
com os olhos de crianças.

Crianças que sonham, 
que esperam e
que acreditam na vida 
e em dias melhores.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Um dos grandes encontros da música

Encontrei esse video no site da Revista Bravo! e decidi colocá-lo no blog. Muito legal, vale a pena assistir. 
É um breve documentário em que os Beatles relatam o único encontro que tiveram com Elvis Presley, em 27 de agosto de 1965, há quarenta e cinco anos. Um encontro e tanto na história da música, apesar do "ciúme" que Elvis sentia diante da ameaça que os Beatles representavam naquela época, mesmo depois tendo gravado as famosas "Something", "Yesterday", "Hey Jude" e "Lady Madonna"... Imagine, até hoje ambos ocupam o coração do público... 

O quarteto de Liverpool tão ficou impressionado ao conhecer o ídolo que sentaram-se ao seu lado, sem dizerem nada, apenas observando, até que Elvis disse algo do tipo "Olha, se vocês vieram aqui só para ficarem me olhando, vou para a cama!", provocando risos e proporcionando um ambiente em que todos se sentissem à vontade. John afirmou que tocou com o rei do rock, os demais disseram que não e  Elvis não se pronunciou sobre essa noite, embora Larry Geller tenha declarado que  Elvis disse que gostou dos Beatles e se perguntava porque, com tanto dinheiro, eles não arrumavam os dentes. 
Enfim, acredito que nunca saberemos, de fato, tudo o que aconteceu naquela noite, mas seria magnífico se eles tivessem produzido algo. Como eu gostaria de ter estado lá... Já pensou?

 

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Do mal...

Como diz uma comunidade no orkut: "Hoje eu acordei meio Dick Vigarista".

Arte do fotógrafo Neil Krug (http://www.flickr.com/photos/neilkrug)

PS: "Eu sou terrível/ E é bom parar/ Com esse jeito de provocar/ Você não sabe/ De onde venho/ O que eu sou/ Nem o que tenho. " (Roberto Carlos)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Janelas da Alma

"Palavras não descrevem os olhos, as bocas, os braços e abraços, nem a alegria até então desconhecida, surgida de um (re) encontro. Pra quem, há dias atrás, refletia tanto as obras do acaso, hoje compreende que realmente, o acaso não passa de um simples nada, e acredita em algo bem maior que isso. Que levará à um próximo reencontro, sem sombra de dúvidas. Mas até lá, todas as músicas cantadas estarão na mente, todos os sorrisos que ainda não acreditavam no que estava acontecendo, todos os olhares que transpareciam toda a magia do momento." (Caio Fernando Abreu)

"Nós não temos, por exemplo, os olhos como tem a águia, ou o falcão, nós vivemos dentro de uma possibilidade de ver que é nossa, que nem ver supondo que os nossos olhos são olhos sãos, normais, que nem ver nem de menos, nem de mais, e para tornar isso claro, eu digo que se o Romeu, da estória, tivesse os olhos de um Falcão, provavelmente não se apaixonaria por Julieta. Porque os olhos dele veriam uma pele que provavelmente não seria agradável de ver, porque é a qualidade visual do falcão, cujos olhos não mostrariam a pele humana tal como nós a vemos." (José Saramago)

"Trago no olhar visões extraordinárias, De coisas que abracei de olhos fechados..." (Florbela Espanca)

"Há mais perigo em teus olhos do que em vinte espadas!" (William Shakespeare)

"O meu olhar é nitido como um girrassol
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando pra direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança, se ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo..."
(Alberto Caeiro) 

"Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando."
(Pablo Neruda)

PS: "Esse seu olhar/ Quando encontra o meu/ Fala de umas coisas/ Que eu não posso acreditar [...] Ah, se eu pudesse entender/ O que dizem os seus olhos" (Esse seu olhar, Tom Jobim).




quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Para fechar 2010 com chave de ouro

Recebi uma ligação 0:38h, acordei a pouco. Geralmente eu desligaria o celular, mas existem pessoas que não podemos deixar de atender, e a Déia é uma dessas.
A partir desse momento, meu coração já sabia que algo viria por aí. Ou seria para rir ou para chorar. A Déia só me ligaria a essa hora para dar alguma notícia em relação ao mestrado. Entramos ou não? Nossa vida enquanto pesquisadoras teria algum futuro?
Atendo meio sonolenta e ela me diz "Como você pode dormir?? Hahaha... Saiu o resultado!" e eu, respondo, ainda rouca, com uma calma que nem parece minha "Mas era só sexta, às 14h!". Mal termino a frase e a Déia anuncia "Passamos, Carmen!".
Não consigo acreditar. Mesmo meu projeto tendo sido aceito e eu tendo passado na prova, ainda posso lembrar da minha decepção no dia da entrevista, que também era de caráter eliminatório. Achei que não tinha me expressado bem, tinha certeza de que não daria certo. Voltei para Jundiaí com aquela sensação estranha de "fiz o que pude, se não der não deu" e resolvi vir andando da rodoviária até a minha casa para distrair um pouco, enquanto ainda ouvia as músicas que Paul McCartney havia cantado no dia anterior.
Tive que entrar na internet agora para ver a lista. Passei, não é sonho. Embora o sono comece a bater de novo, ainda estou acordada. Parece que todas as noites mal dormidas escrevendo projeto, estudando para a prova e para a entrevista, me privando um pouco das coisas que gosto de fazer durante algumas semanas, valeram à pena.
Chorei, acordei a minha família para contar e estou chorando até agora. Choraria de qualquer jeito, passando ou não, mas vamos combinar que chorar de alegria é muito melhor!
Agora, um leque de novas possibilidades e dúvidas se abrem para mim, uma mistura de satisfação e medo. E agora? Estudo, Unicamp, mais congressos, viagens...
Eu achei que já tinha acontecido coisa boa demais esse ano e ainda me vem mais essa, será que eu mereço? Será que vou dar conta? Não sei, mas agradeço a Deus por ser tão tão bom comigo e, claro, as pessoas que acreditaram nisso desde o início.
Bem, não sei se é presente de Natal ou a última missão do ano que eu consegui cumprir, mas agora ingressei no mestrado em Educação na Unicamp, especificamente, Filosofia da Educação. Não é pretensão, mas estou me sentindo a pessoa mais feliz do mundo!

PS: "Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado" (Roberto Shinyashiki).

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Wooden Heart

 

Para acompanhar a terça-feira chuvosa, aí vai uma música que eu acho uma graça, "Wooden Heart", do Elvis. A cena é do filme "G.I. Blues" (Saudades de um pracinha), de 1960, muito linda!  

PS: "Can't you see/ I love you/ Please don't break my heart in two..." (Elvis Presley).

sábado, 11 de dezembro de 2010

It's gonna be a bright sunshine day...

PS: "I can see clearly now the rain is gone/ I can see all obstacles in my way/ Here's the rainbow I've been praying for" (Jimmy Cliff).

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010

No ano passado, não pedi muita coisa para 2010. Se fosse metade do que tinha sido 2009 já estaria bom, mas sem dúvidas, esse ano superou minha expectativas. Foi um ano muito bom, cheio de acontecimentos maravilhosos, em que pude concretizar e finalizar vários projetos, ter novos sonhos... Também me diverti demais, deixei muita algumas coisas que não faziam mais sentido na minha vida para trás, reencontrei velhas amizades, fiz novas amizades, conheci pessoas que colaboraram para que eu me conhecesse melhor, enfim, fui e estou sendo muito feliz em 2010. 
Fiz uma breve retrospectiva e peço perdão se esqueci de alguma coisa...


E que venha 2011!!!


PS: "A very merry christmas/ And a happy new year/ Let's hope it's a good one/ Without any fear" (John Lennon - ontem fez 30 anos de sua morte, uma pessoa que só buscava a paz e que foi vítima de uma crueldade absurda. Um cara genial que permanece vivo em nossos sonhos e em nossos corações, para sempre).

Ah, tem um texto belíssimo da Nina, "Nowhere man" em www.torradastostadas.com sobre John, vale à pena ler!

Desencontro

Porto Alegre- RS: Saudade!
Todos os dias, o mesmo caminho
Pensamentos soltos a me perturbar
Flores na esquina, espero o sinal abrir
E faço uma prece para te encontrar

Coisa do destino ou ironia dessa vida
Meus olhos duvidam do que estão a mirar
Parece que minha prece foi atendida
Mas, infelizmente, eu não posso parar

E continuarei a pedir, todos os dias
Meu Deus do céu, para te encontrar
Fazer-te parte da minha rotina
Mas acho que eu não sei rezar...

PS: "A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida" (Vinicius de Moraes).

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Histórias felizes de jundiaienses

Segue abaixo a matéria de Renata Perre sobre felicidade no Jornal da Cidade, do dia 28/11/2010, com um pequeno depoimento meu. Afinal, dinheiro traz felicidade? As histórias que ela relata são muito bonitas e precisam ser divulgadas, pois nem só de tragédia vive a humanidade. Vamos nos fazer felizes!  

Fonte: www.jornaldacidade.com.br
























































PS: "Felicidade se encontra em horinhas de descuido" (Guimarães Rosa).

Marilyn disse...


Marilyn Monroe
Ontem eu estava lendo algumas frases da senhora Norma Jean, mais conhecida como Marilyn Monroe e resolvi postá-las aqui no blog. Marilyn nasceu em 1926, o mesmo ano em que minha avó (morrendo de saudades, verei ela hoje!) e faleceu em 1962, com apenas 36 anos. Ficou conhecida pela sua carreira  no cinema, atuando em 30 filmes e também pela sua beleza.  
Deixo algumas declarações dela para nossa reflexão:

"Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor!".

"Uma garota sábia beija mas não ama, escuta mas não acredita e parte antes de ser abandonada." (Como é difícil fazer isso, heim Norma Jean!)

"Se você consegue fazer uma garota rir, você consegue fazer ela fazer qualquer coisa." (Isso é uma quase verdade). 

"A imperfeição é bela, a loucura é genial e é melhor ser absolutamente ridículo que absolutamente chato." (Muito boa!).

"Qualquer coisa que mereça ser possuída, merece ser esperada." (Paciência é a alma do negócio).

A minha predileta: "Mulheres comportadas, raramente fazem historia."

PS: "That it´s too late/ To say you´re sorry/ It´s too late/ To say you´re mine/ I have found myself a new love/ And I´m gonna make her mine" (Johnny Rivers).

domingo, 28 de novembro de 2010

And the dream continues...

Pense no que seria um dos melhores dias de sua vida: sol, final de semana,  óculos escuros, chapéu, sombra e água fresca... Não! Era um dia totalmente ao contrário disso, um dia que tinha tudo para dar errado: uma segunda-feira, trânsito, chuva, capa, cabelo totalmente despenteado, roupa molhada. Mas teve Paul McCartney, e ele fez toda a diferença.

Simplesmente foi o melhor show que já fui e, tenho certeza que será por toda a vida.
Nesse dia conheci as pessoas com quem eu estava organizando a excursão, todos muito bacanas, demos bastante risada e tenho certeza de que ficaram satisfeitos com a apresentação tanto quanto eu.
Essa alegria não tem preço!
Chegamos ao Morumbi por volta de umas 16h e começou a chover.  Como costumo dizer "Até parece que seria fácil...". Eu e minha mãe estávamos resistindo, mas tivemos que comprar a bendita capa de chuva feita com um plástico que, praticamente, não nos protegia, só criava a ilusão de que estava nos protegendo, na verdade era só para não nos molharmos diretamente.
Na fila também foi uma comédia, conhecemos uma tia e uma sobrinha que vieram de BH, o pessoal da frente também era muito animado, tinha uma menina com uma tatuagem "all you need is love" nas costas, gente cantando música dos Beatles, com camisetas e tudo mais, enfrentando aquele tempo chato com o maior bom humor. Minha mãe, como sempre, achou tudo o máximo, não reclamou de nada, um amor mesmo. Eu, que detesto me molhar, como muita gente sabe, nesse dia nem achei tão ruim ficar lá parada, tomando chuva. Realmente foi por uma boa causa.
Entramos por volta das 18.30h e ficamos na arquibancada laranja. Deu para ver bem, ficamos sentadas só até começar o show, comemos nossos lanchinhos... rs!
No estádio, o tempo oscilava entre uma chuvinha bem fraca e algumas tréguas.
Por volta das 21:40h já não chovia mais e, quando Paul McCartney subiu ao palco, eu realmente não acreditava no que estava vendo. Para minha felicidade, ele abriu o show com o clássico "Magical Mystery Tour", dos Beatles. Fantástico!
Paul e Rusty Anderson
Durante todo o show eu não sabia se filmava, tirava fotos ou simplesmente curtia e não fazia nada. Se eu não estivesse com as fotos e os vídeos, não acreditaria que esse dia existiu.
As músicas foram perfeitas, incluindo as fases da carreira de Paul com The Beatles e Wings.
Obviamente, embora eu tenha ficado fascinada com todo o repertório, as músicas dos Beatles foram as que mais mexeram comigo, pois remontam lembranças, expectativas e uma série de sentimentos.
O velho e bom McCartney
Quando ele cantou "All my loving" eu me senti a pessoa mais feliz do mundo por ver um beatle cantando uma música que  ouvi quase que a vida inteira. Em vários momentos do show meus olhos ficaram cheios de lágrimas e não dava para acreditar que tudo aquilo estava realmente acontecendo. A doçura da música "My love" que ele fez para Linda McCartney; a energia de "Higway", "Get back", "Live and let die", "Day tripper", "Back inte USSR", "Paperback writer" (quando usou a mesma guitarra utilizada na gravação da música), dentre outras; as preciosidades "I'm looking trough you" e "Two of us"; "Eleanor Rigby" que arrepia logo no começo com o coro "Ah, look at all the lonely people"; as homenagens a John e George com "Here, today" e "Something" ("I don't know, I don't know..." - maravilhosa!); as fascinantes "Yesterday" , "Let it be" e "Hey Jude"; o pedido de  paz  em "Give Peace A Chance"; a felicidade de "Ob-la-di ob-la-da" e "SGT Pepper's Lonely Hearts Club Band"... não dá para expressar tudo isso apenas com palavras. Cada música desperta um sentimento diferente, cada uma fica impressa na memória de um jeito especial. É aquele show em que você sente a música dentro de você, em que ela se torna parte do seu corpo, da sua alma. Foi uma noite inesquecível, faz uma semana que não consigo deixar de ouvir as músicas do show, enfim... foi realmente um grande, enorme, imenso presente!
A banda que acompanha McCartney é incrível, muito boa.O Paul então, dispensa comentários! Ele é lindo, super simpático, adorável, com uma energia incrível, muito bom e realmente ama o que faz. Parece que os anos não passaram para ele. "Tudo bem in the rain?", "Vocês são marrr-a-vi-lhooo-sos" (E eu respondendo "Maravilhoso é você!" e "Agorrr-a vamos emborrr-a!" (Não!!!) são frases que ficarão na minha memória.

Valeu à pena todo o esforço para comprar e retirar os ingressos, montar excursão, tomar chuva, tudo, tudo isso para ir ao show de um beatle e guardar uma lembrança mais que especial na memória e no coração.

PS: "You and I have memories/ Longer than/ the road that stretches out ahead" (The Beatles).

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

6ª Olimpíada de Redação de Jundiaí - "De que vale a vida?"

Ontem participei da premiação da 6ª Olimpíada de Redação de Jundiaí, com o tema “Solidariedade, tolerância, sentimentos e outros valores de vida”, que teve 3.314 trabalhos inscritos, distribuídos entre as categorias mirim, infantil, juvenil e adulto.
Minha mãe, né!
Foram 12 trabalhos premiados em cada categoria. Conforme chamavam os premiados, da categoria adulta, eu estava ali pensando "Ah, quem sabe dá para ficar entre a sexta e a décima colocação...".  Posteriormente, começaram a chamar do quinto em diante e eu olhei para minha mãe e disse "Meu texto até que estava bonito, mas acho que dessa vez não vai rolar, não...".  Antes do mestre de cerimônia anunciar a primeira colocação, tive um rápido pensamento "Bom, agora é tudo ou nada" e, para minha extrema surpresa, ele anunciou que a crônica vencedora era "De que vale a vida?". Simplesmente não acreditei, virei para minha mãe e disse "É a minha!" e, finalmente, fui chamada para receber o prêmio.
Com a Sra. Marialice Fossen
Estou meio "passada" até agora, quem me conhece sabe que eu faço as coisas sem a menor pretensão e, às vezes, acaba dando certo. No ano passado consegui a 11ª colocação com a redação "E pur se muove", sobre astronomia (aliás, preciso publicá-la aqui), que fez parte da coletânea publicada esse ano, mas jamais imaginei que esse ano teria um trabalho premiado em primeiro lugar, nunca na vida... rs!
Estava difícil carregar os livros... rs
Há cinco anos atrás eu tinha pavor de escrever a bendita redação do vestibular e da prova dissertativa da Unicamp, que, ironicamente, foi a universidade em que ingressei, em um curso que não bastava apenas ler pra caramba, mas também escrever e tentar fazer isso da melhor maneira possível, se fazendo compreender de forma clara e precisa. Posso dizer que a Unicamp foi uma grande escola nesse sentido e também para eu pudesse compreender a importância social da leitura e da escrita, principalmente nas disciplinas Fundamentos da Alfabetização, Leitura e Produção de Texto e os Estágios.
Parabéns à todos os participantes e aos demais vencedores. É muito gratificante como pedagoga, aspirante a escritora e tantas coisas que eu tento fazer, ver aquele tanto de gente escrevendo sem medo, independente da idade ou de qualquer outra coisa.
Agradeço à todos que partilham essa alegria comigo, que lêem meus textos (nem sempre bons) e que fazem minha vida mais feliz.

Segue o nome dos vencedores de cada categoria e o meu texto:


Categoria Mirim
1º lugar - Larissa Maria Ferreira
2º lugar - Guilherme J. Kozenerskas
3º lugar - Christopher Dal Bello

Categoria Infantil
1º lugar - Bianca Heloísa Fódra
2º lugar - Vitória Eichenberger
3º lugar - Flávia Regina Binati de Oliveira

Categoria Juvenil
1º lugar - Júlia M. N. Zini
2º lugar - Rafaela Rodrigues de Andrade
3º lugar - Cristiane Ferreira de Lira

Categoria Adulto
1º lugar - Carmen Aline Alvares Nogueira
2º lugar - Dárcio Vieira Chaves
3º lugar - Ana Lúlia Longo Vermiglio

De que vale a vida?


            Caos. Medo. Desespero. Em meio a tanta destruição, começo a acreditar que inferno acontece aqui na terra. A situação é muito pior do que eu poderia imaginar. Desde que cheguei ao Haiti, não consigo parar de pensar no quanto nós, seres humanos, somos frágeis e vulneráveis diante da natureza e, ainda assim, somos tão arrogantes diante dela.
            Enquanto tento organizar o tumulto das pessoas para receberem água e comida, entre os cadáveres e os escombros que restaram de Porto Príncipe, também observo algumas procurando seus pertences, outras seus entes queridos. No fundo, penso que todos estão procurando por algo que lhes dê esperança para seguir em frente.
            Como se não bastasse toda essa destruição, as pessoas ainda estão submetidas a situações de violência, impulsionadas pela luta para garantir sua própria sobrevivência ou mesmo pelo desejo de se aproveitar da calamidade.
            Contraditoriamente, apesar dessa lastimável tragédia, atitudes de solidariedade e compaixão me mostram que ainda é possível acreditar no ser humano. Nesse momento em que o mundo volta os olhos para o Haiti, um lugar que já sofria com a pobreza, fome e durante muito tempo esteve esquecido por todos, pois muitas vezes preferimos ignorar determinadas realidades por puro egoísmo e nos manter reclusos no conforto de nosso próprio lar, pessoas de diferentes localidades se mobilizam em prol de uma causa: amparar e auxiliar na reconstrução dessas vidas, permitindo-lhes o mínimo de dignidade.
            É muito mais simples assistir ao noticiário, ler o jornal e fazer de conta que as tragédias dos outros não fazem parte do nosso mundo. Mas e se fosse comigo? E se fosse a minha família? Meus pais, meus filhos? Precisamos deixar de lado nosso individualismo e nos colocar no lugar do outro. É preciso estar onde o outro está, sentir como o outro sente. Só assim podemos compreender e compartilhar de suas necessidades. Não é possível solidarizar-se com outro ser humano observando a situação a partir de uma única perspectiva, sem trocarmos de lugar com ele.
            Quanto vale a vida? Viver é acumular capital, ter casa bonita e carro do ano, passar por cima de tudo e de todos para realizarmos nossos desejos mais egoístas? De que vale toda riqueza do mundo se nós ainda não aprendemos a viver, se não aprendemos a amar e a respeitar o próximo, se fazemos guerras religiosas e as justificamos em nome de Deus, se discriminamos as pessoas pela raça, sexo ou desigualdade social, se alimentamos o preconceito por tudo que é diferente de nós e deixamos que ele corroa nossa alma? A alegria deve existir pelo simples fato de estarmos vivos, de respirarmos, contarmos com a presença de familiares, amigos e por termos a oportunidade de sermos pessoas melhores e contribuirmos para a construção de um mundo mais justo e igual. Viver é fazer da felicidade do outro nossa própria felicidade. Infelizmente, só percebemos o quanto a vida é valiosa e que não vivemos sem a ajuda dos outros quando estamos diante do caos e das dificuldades.
            Em meio a tantos pensamentos e imagens que me rodeiam, não consigo conter a emoção e uma lágrima escorre do meu rosto. Nesse momento uma criança magra e descalça, com as roupas sujas de terra, sorri, corre em minha direção e me dá um abraço, o mais forte de toda minha vida e eu, simplesmente, consigo retribuir enquanto balbucio “You may say,/ I'm a dreamer/ But I'm not the only one/ I hope some day/ You'll join us/ And the world/ will live as one” [1].


[1]Trecho da canção “Imagine”, de John Lennon.


PS: "O gosto pela escrita cresce à medida que se escreve. " ( Erasmo de Rotterdam )

sábado, 20 de novembro de 2010

Matéria sobre o show do Paul no JC

Matéria para o JC (Imagem: Vera Gonçalvez)
Hoje fui ao Morumbi pegar o ingresso para o show do Paul McCartney, para não ter surpresa no dia! Ainda não estou acreditando, mas é verdade, está chegando... Que loucura, quando na minha via eu imaginei viver isso? Um dia ainda me lembro de ter falado para a Hanna "Já pensou, um dia, quando eu morrer, quem sabe poder ver os Beatles tocando numa outra dimensão, sei lá?", ela, claro, morreu de rir e fez uma cara tipo "olha o que essa Carmen fica pensando". Bom, ver o Paul já é um bom começo! rs...
Deu até vontade de ficar lá no estádio confraternizando, tem um pessoal acampando, tocando, outros vestidos como os Beatles, está bem legal! Também aproveitei a ida para dar um passeio pela Galeria do Rock, muito interessante, tem coisa pra caramba. Arrastei meu irmão comigo também, que topou a "fuzarca"  e toda a aventura "Jund-Estação da Luz-Morumbi" mesmo não podendo ir ao show segunda. O pessoal de Sampa também foi muito gente boa nos ajudando a descobrir qual ônibus pegar, ira até tal rua... principalmente o pessoal da guarda municipal e o cobrador do ônibus que nós pegamos, um cara bacana mesmo. Sem querer peguei o ônibus certo (eu falo que Deus ajuda a malandragem... rs). Tem gente que mesmo por alguns minutos faz o suficiente para não serem esquecidos.
Ontem saiu uma matéria no Jornal da Cidade aqui de Jund City sobre o show, está dando uma grande repercursão, eu não imaginava! Foi legal porque consegui montar uma van com outras pessoas da cidade e até mesmo da região e também deu para ajudar muita gente a conseguir carona ou como ir saindo de outras cidades. Me comuniquei com pessoas incríveis e na segunda-feira conhecerei essas nove que irão comigo, que já pude perceber que são super bacanas só pelas conversas via e-mail e telefone, fiquei muito feliz!
O mais engraçado é que tudo isso começou devido a uma simples postagem no site www.thebeatles.com.br, em que eu estava procurando como ir. Estou muito ansiosa, até sonhei com o Paul! Acho que será um dos momentos mais marcantes da minha vida e da minha mãe, apesar de termos feito muita coisa juntas. Minha expectativa para segunda? Acho que vou explodir de tanta felicidade, vou me emocionar demais...
Agora só volto depois do show, depois da entrevista do mestrado na terça, mas talvez antes do resultado da olimpíada de redação na quarta... essa semana promete! Vai dar tudo certo, estou acreditando.

Clique na imagem para ler a matéria - Fonte: www.jornaldacidade.com.br
 PS:  Eu adoro o mês de Novembro, mas este está sendo o mais maravilhoso de todos os tempos!

 

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Matéria sobre o Show do Paul McCartney para o Bom Dia

Ando meio sumida, mas é que estou correndo atrás de muitas coisas nos últimos tempos. Tive um final de semana maravilhoso, comemorei umas 4 vezes meu aniversário (se cada comemoração fosse um ano eu estaria perdida! rs...) com pessoas mais do que especiais para mim, estou me preparando para a entrevista do mestrado e também para o show do querido Paul. 
Por falar em Paul, ontem participei de uma matéria sobre seu show  a pedido de Glaucia Mazzei, do Jornal Bom Dia - Jundiaí.  Abraço, Glaucia e obrigada pelo convite!
Segue repostagem abaixo:

17/11/2010
À espera do show de Paul McCartney
Jovens de Jundiaí contam os dias para assistir ao show da Up and Coming Tour, sábado e domingo, no estádio do Morumbi, em São Paulo 

Gláucia Mazzei
Agência BOM DIA
Mariana de Barros Monteiro Ferreira não havia nascido quando John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr lançaram “All My Loving", "Eleanor Rigby" ou "Hey Jude". Também não vivenciou a beatlemania. Mas agora, aos 17 anos, vive a ansiedade em torno do show de Paul McCartney no Brasil.
Na próxima segunda-feira, Mariana, a amiga Yasmin Mendes Gonçalves, e a mãe Mônica, embarcam em uma Van com outras amigas de Jundiaí, com destino ao estádio do Morumbi, em São Paulo, onde Paul faz seu show, um dos mais esperados do ano.
“Estou ansiosa”, diz. “Gosto de Beatles, aprendi a gostar por causa dos meus pais.”

Montagem mostra Yasmin Mendes Gonçalves (ao centro) e Mariana Monteiro (à dir) caminhando na direção de Paul, na clássica foto em Abbey Road (fotos: Julio Monteiro/Agência BOM DIA)

A pedagoga Carmen Aline Álvares Nogueira, 25, também está ansiosa e diz que assistir a turnê Up and Coming Tour é uma oportunidade imperdível.
Carmen também assiste ao show de segunda e “arrasta” junto a mãe, a dona de casa Denise, 50. “Foi ideia minha. Cheguei e disse: nós vamos”, conta. “Ela disse que eu era louca mas vai saber quando o Paul volta ou se volta ao Brasil”.
Ela descobriu Beatles aos 12 anos. Ouviu uma música, depois outra e se apaixonou. “São letras empolgantes, que mexem com as pessoas”.
Para assistir ao show Carmen até pediu dispensa do trabalho e sai de Jundiaí com uma excursão que organizou. “Vamos de Van, já são 11 pessoas confirmadas.”

Já fui
O estudante Rodolfo Zago, 21, garante que Mariana, Carmen  e todo o público do estádio do Morumbi, sábado e e domingo, vão se surpreender. Ele assistiu ao show de Paul McCartney em Porto Alegre, no início deste mês e garante que é bom.
“Gostei porque o Paul fez um show não só com músicas de sua carreira solo mas também para quem quer reviver o clima da beatlemania.”
Ele saiu de Jundiaí sozinho para encontrar um amigo em Porto Alegre. Gastou R$ 770 entre passagem de avião e ingresso, mais R$ 100 de hotel.
Neste domingo ele assiste ao show de Paul novamente. O motivo? A vontade de ter vivido a beatlemania e apreciado as canções de Paul e companhia, como ocorreu com milhares de jovens na década de 60. “É uma forma de eu poder reprisar aquela época.”
Rodolfo descobriu o grupo aos 12 anos, garimpando livros e discos em sebos. Hoje coleciona algumas raridades, em vinil. 

Fonte: http://www.redebomdia.com.br/Noticias/Viva/37048/A+espera+do+show+de+Paul+McCartney

PS: Não dá para não ter Beatles por aqui nesse mês, né! Aí vai uma música que eu adoro "Falling, yes I'm falling..." 

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Matéria sobre o Show do Paul McCartney para o JJ

Ontem, eu e minha mãe participamos de uma matéria sobre o show do Paul McCartney, feita pela Marcia Mazzei, para o Jornal de Jundiaí. Além de falarmos um pouco sobre os Beatles e sobre o show do Paul, também foi um prazer conhecermos a Marcinha e o Rui, duas pessoas fantásticas, que nos deixaram bem a vontade e nos fizeram dar bastante risadas!
Segue a reportagem abaixo.


10/11/2010
BEATLES

Shows de Paul McCartney une gerações

Imagine poder comemorar seu aniversário no show de Paul McCartney? Pois é exatamente assim que a pedagoga Carmen Aline Alvares Nogueira decidiu celebrar seus 25 anos de idade: ao som de "Hey Jude", "Yesterday" e "All My Loving", Sucessos que, certamente,  não vão faltar nas apresentações que o ex-beatles fará nos dias 21 e 22 de novembro, no Estádio do Morumbi, em São Paulo.

Imagem: Rui Carlos
Clássicos que Carmen cresceu ouvindo e aprendeu a gostar. Recentemente, a jovem adquiriu uma coletânea dos Beatles que relata as histórias existentes por trás de cada canção. "Curto tanto que nem saberia te dizer qual o som que mais gosto. Uma coisa eu sei: aos finais de semana, não pode faltar Beatles", relata.

Dividir esta emoção foi o que Carmen decidiu fazer ao levar a mãe, Denise Alvares Nogueira, 50 anos, ao show. "Estou tão ansiosa que nem sei descrever o que estou sentindo. Com o meu jeans e sapato baixo, vou dançar muito no meio daquela multidão", promete.

Os embalos dos Beatles marcaram a adolescência de Denise. "Momentos inesquecíveis que vivi ao som de Paul e sua turma", conta. A diferença etária não inibe Denise, que se perde nas palavras ao tentar descrever o que acredita que irá sentir quando Paul subir ao palco, no dia 22. "Vou agradecer minha filha por ter proporcionado este momento tão importante e, em seguida, vou pedir para ela me beliscar", brinca.

Mais comedida, porém não tão menos ansiosa, Carmen espera sentir a mesma energia que encontra ao ouvir qualquer melodia do quarteto de Liverpool. "Na verdade, a imagem que eu tenho do Paul não é a de um senhor de 68 anos, mas do menino que acreditou em um sonho e conseguiu transformá-lo em realidade com o George, Ringo e John.

Fanatismo - Aquele que segue ou defende apaixonadamente uma seita ou opinião. Assim, o dicionário define fanatismo. No caso do advogado Moisés Henrique Gatera Oliveira, 31 anos, o fervor excessivo e irracional deve ganhar impulsos na próxima semana, quando Paul subirá ao palco do Morumbi.

"Caras como McCartney são imperdíveis, especialmente porque os Beatles são minha banda favorita", diz Moisés que adquiriu os ingressos pela internet, acessando o sistema 30 minutos antes de entrar no ar. Não é apenas o tempo que Augusto não mede quando o assunto são os Beatles. Dinheiro também não é problema para este "beatlemaníaco", como ele se autodefine. "Gastei uma quantia razoável para assistir ao show de perto. Só não vai ser perfeito por que os demais integrantes não estarão juntos no mesmo palco". 

A inspiração para ouvir Beatles, Moises encontrou na veia artística da família. "Nasci em um ninho de músicos. Todos apaixonados por esta balada que envolve a geração dos meus pais e meus tios", brinca. Augusto revela que assistir a shows de artistas internacionais faz parte de sua rotina. "Depois desta apresentação, confesso que pretendo me ´aposentar´ de megaseventos musicais como este".


Como não poderia deixar de ser, assim que Paul McCartney subir ao palco, na noite de segunda-feira, Moisés promete compartilhar com a multidão a emoção do som do ex-Beatles, que representa a trilha sonora de sua família e dos momentos que marcaram sua infância e parte da sua juventude. "Nem imagino o que vou sentir quando o show começar".


MARCIA MAZZEI
Fonte: http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=4&Int_ID=130607

PS:  Depois dessa, minha mãe está se sentindo uma celebridade...  e eu ainda não acredito que vou no show! Ainda parece surreal... rs!

NOVELO (Roseana Murray)

Com fina linha prateada
o sonhador borda a sua vida:
na fronteira entre o dia e a noite,
entre uma estrela e outra,
uma palavra e sua sombra,
ergue um castelo de vento,
desfralda as bandeiras da paz.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Desenho e Música

Desenho inspirado na música "Ob-la-di Ob-la-da", 09/11/2010
 "Desmond has a barrow in the marketplace
Molly is the singer in a band
Desmond say to Molly, girl I like you face
And Molly says this as she takes him by the hand

Obladi, oblada,
Life goes on, bra
La la how the life goes on
Obladi, oblada
Life goes on, bra
La la how the life goes on... " (Lennon/ McCartney)

PS: Sono, sono, sono... Fui!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O menino que amava Elvis

Elvis, provavelmente dando um autógrafo
Enquanto o menino brincava
A televisão ligada na sala
Ouviu sua irmã soluçar
Foi aí que ficou intrigado
“Quem era aquele sujeito
que fazia a menina chorar?”

Na tela viu várias imagens
e ouviu tantas músicas
Choro e homenagens
Tristeza e alegria
Pois o menino tornou-se fã
No momento em que o ídolo partia

Aprendeu a cantar
E a tocar como Elvis
Trocou os carrinhos pelo violão
Encantou seus amigos
E também sua irmã
Fez da música sua grande paixão

PS: Dedico esta poesia ao amigo Rudy, por todo carinho com que divulga a obra de Elvis em Jundiaí.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Gosto-te

 Cena do filme "Bonequinha de Luxo", com Audrey Hepburn e George Peppard (1961)
Gosto-te pelo que é
E o que não é
Pelo que em ti falta
E que se faz presente
No que a mim é igual
E mais ainda diferente
Gosto-te no passado
(quem dera no futuro)
Seja no claro
Ou no escuro
Nos dias frios
Ou quentes
Quando estamos juntos
Ou ausentes
Gosto-te na música
E no gosto
Na arte terminada
E no esboço
No café
E no almoço
Gosto-te no carnaval
E no ano novo
Ainda mais agora
E amanhã de novo
No tormento
E na calmaria
Seja noite
Ou seja dia
Gosto-te na loucura
E na sabedoria
No que enxergo
E que não vejo
No forte abraço
E no longo beijo
Gosto-te homem
E menino
De um jeito que aprendo
E que ensino
Seja na rua
Ou na lua
Gosto-te na praia
E na serra
Na paz
E na guerra
Nas quedas da cachoeira
E ao pé da lareira
Gosto-te nos versos
E na dança
Na descoberta
Que não cansa
Seja sempre
Ou nunca mais
Gosto-te no talvez
E na certeza
No estranho
E na beleza
Gosto tanto
Que nem sei
Se gosto-te pouco
Ou gosto demais

(Carmen -  Fevereiro/2010)

PS: "Faz um bom tempo que a vontade de escrever e de poetizar se resume a você."(Caio F. de Abreu)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Come te vene `capa e di: “i love you!?“

 "We no speak americano" (Yolanda Be Cool & Dcup): Achei esse clipe uma graça!


       "Comme te po' capì chi te vò bene            "Como pode entender o que está dizendo
  Si tu le parle 'mmiezzo americano?              se você só fala meio americano?   
  Quando se fa lammor sotto 'a luna               Quando você faz amor sob a lua,   
       Come te vene `capa e di:                       como te passa pela cabeça dizer:
    'i love you!?'"                                              'I love you!?'"  



PS: "Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo;aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim.Dilacerando felicidades de mentira,desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto.É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias,me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos,ilumina o corredor por onde passo todos os dias." (Caio F. Abreu)

sábado, 16 de outubro de 2010

Outras coisas que também faço

Acho que somos capazes de fazer quase tudo nessa vida. Sei lá, como desenhar, cantar, escrever, recortar, fazer arte, cortar o cabelo, tocar pandeiro, amar incondicionalmente... rs! E muitas vezes eu me meto a fazer coisas diferentes.

Sempre gostei de desenhar, mas as vezes não sobra muito tempo para isso. Procurando alguns desenhos para postar no blog percebi que, apesar de desenhar bastante durante minha vida, não tenho muitos desenhos guardados, fora alguns de quando eu fazia Design de Interiores, que estão num lugar de difícil acesso graças à interminável reforma de casa! Aí vão alguns rabiscos - não, eu não tenho nenhuma técnica, simplesmente desenho...

FE - Unicamp (Carmen Nogueira - 2008)
Esse é muito especial! Um desenho de observação da Faculdade de Educação, em que eu estava sentada no gramado da Física, na Unicamp, junto com a Marcela, após uma aula da tarde. Não lembro a data, mas deve ter sido em Junho/2008.

Os próximos são deste ano, de Junho. O primeiro é um desenho de memória, acho que foi na época que tirei os sisos - detalhe da folha de caderno...  rs! Não tem nome, não tem nada, mas, particularmente, gosto dele, acho que me pasa uma sensação de paz, sossego, como se  para essas pessoas não existesse mais ninguém no mundo.
(Carmen Nogueira - 04/06/2010)

O segundo remete à minha descendência (os Hermosos, pais da minha avó materna, Dona Angela, que amo demais e; os Alvares Nogueira pelo meu avô paterno; fora a italianada dos Spuris, mas essa já é outra história). O nome Carmen não foi à toa...  Além de ser um nome espanhol, meu pai escolheu por causa do livro "Carmen", de Prósper Mérimée, em que a tal de Carmen era uma ciganinha do mal - a personalidade forte é mera coicidência. Talvez eu fosse essa aí da esquerda se meu avô não tivesse embarcado num navio, em meados de 1890 (é isso mesmo!) e deixado Pontevedra, na Espanha, né Sr. Ramón?  
 

A Espanhola (Carmen Nogueira)

Esse cara meio beatle me veio à mente justamente num período que e estava lendo "The Beatles - A história por trás de todas as músicas" (e ainda não acabei...). Era para brincar - óculos escuros, vestido de poá, pé levantado - queria bem cara de "desenho" mesmo...
(Carmen Nogueira)

Bom, é isso!

PS: "O que você precisa/ É de um retoque total/ Vou transformar o seu rascunho/ Em arte final..." ("Como eu quero" - Kid Abelha).

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sobre ser professor


Não posso escrever sobre ser professor partindo da minha experiência profissional, uma vez que ainda estou na etapa entre recém-formada e professora de verdade, mas posso escrever sobre a perspectiva de quem já sentiu o prazer de ensinar e vislumbrar o brilho nos olhos de quem estava aprendendo.

Para mim, ser professor é muito mais do que estar a frente da sala de aula. 
Ser professor é realmente ensinar, abrir horizontes, despertar a curiosidade, a consciência e possibilitar novos sonhos. É fazer com que o conhecimento seja transformador e libertador, um instrumento para a emancipaçao do sujeito.  É sobretudo comprometer-se com ideais em prol da transformação social.
Ser professor é ser provocador, fazer o outro pensar sobre sua própria realidade, é ser transformador. É enxergar que na sua frente não estão "coisas", mas pessoas que pensam, que falam e que sentem como você. 

Professor é uma profissão que sempre respeitei e admirei muito, bem antes de pensar que um dia poderia me tornar uma professora. Atualmente, eu diria que é preciso ter coragem para ser professor.

O meu carinhoso "obrigado" à todos os/as professores/as que fizeram a diferença em minha vida, que contribuiram para a minha formação pessoal e intelectual e a todos os meus amigos professores que me fazem acreditar que nosso esforço vale a pena. Parabéns pelo nosso dia!

E fica o singelo desejo de que, talvez um dia, eu possa ser para alguns o que muitos deles foram para mim.

PS: "É preciso amor/ Pra poder pulsar/ É preciso paz pra poder sorrir/ É preciso a chuva para florir..." (Almir Sater e Renato Teixeira). 

sábado, 9 de outubro de 2010

Os 70 anos de John Lennon

John Lennon
Hoje John Lennon completaria 70 anos se estivesse vivo. Ele foi assassinado covardemente, aos 40 anos, por um homem que dizia ser seu fã - Mark Chapman. 
"You may say, I'm a dreamer.
But I'm not the only one."
John representa, para mim, uma pessoa fascinante, intensa, contraditória, de extrema sensibilidade, o que pode ser visto através de suas composições, tanto em parceria com Paul quanto em carreira solo, dentre elas "Help!", "You've got to hide your love away", "All you need is love", "Imagine", dentre muitas outras.
Já contei aqui o meu primeiro contato com as músicas de Elvis, com Lennon  também teve um início. Eu já tinha ouvido o "yeah, yeah, yeah" dos Beatles, mas a primeira música da carreira solo que eu ouvi foi "Imagine", em 1994, levada pela professora Marta - que dava aula para o meu irmão, mas que colocou a música como uma homenagem pela morte do Senna. Enquanto tocava a música, ela começou a chorar e aquilo me emocionou. Mais tarde fui ler a tradução no caderno do meu irmão e, desde então, nos apaixonamos por essa música e ficávamos cantando no quintal de casa.
Enfim, Lennon cantou a vida, cantou o amor, desejou um mundo melhor e, embora não exista mais  fisicamente, sempre será lembrado pelo legado que deixou. 
 
Só para registrar, uma outra música que acho muita bonita é "Beautiful Boy" - se um dia eu tiver um filho, vou cantá-la para ele dormir "Close your eyes/ Have no fear/ The monster's gone/ He's on the run and your daddy's here...".


PS: Parabéns para a Marcela, que nasceu no mesmo dia do John - deve ser por isso que ela é uma pessoa tão excepcional - grande amiga! 

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Paul McCartney no Brasil... Yeah, yeah, yeah!!!

Agora é verdade! Paul estará em São Paulo, fazendo uma apresentação no dia 21/11 - mês do meu aniversário! Isso vai entrar para a história... já pensou daqui a alguns anos eu contando para os meus netos (porque netos sempre são mais legais que filhos e se interessam pelas histórias dos avós...)? Hahaha... Demais!       
E se tudo der certo, eu estarei nesse show, super animada como as mocinhas da década de 60... Já que não tive a sorte de pode assistir o quarteto de Liverpool, pelo menos um Beatle, né! Seria um presentão de aniversário, heim!

PS: "So hold me tight/ tonight, tonight/ it's you,/ you, you, you, oo..." (Hold me tight - Lennon/ McCartney).

terça-feira, 28 de setembro de 2010

C'est la vie...

Praia da Armação - Floripa/SC

Às vezes teimo em achar que carrego todas as dores do mundo, mas depois que a tempestade passa e o sol volta a brilhar, tenho a impressão de que sou a mais feliz entre os felizes.

PS: "O futuro é uma astronave que tentamos pilotar,/ Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar./ Sem pedir licença muda nossa vida,/ Depois convida a rir ou chorar." (Toquinho)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Apaixonar-se

Cena do filme "E o vento levou..." (1939)

Já me apaixonei por algumas pessoas, mas não com a frequência de quem troca de roupa. Se apaixonar como quem troca de roupa é banalizar a paixão - é preciso ser intenso, verdadeiro. É preciso perder o ar, sentir que realmente é algo especial.
Não dá para se envolver em uma história sem se apaixonar - não para mim. Não dá para me envolver em nada sem me apaixonar, seja com um projeto, uma ideia ou alguém.
Também não dá para estar mais-ou-menos apaixonada. Estou ou não estou.
Apaixonar-se é pensar na pessoa 24 horas por dia, é preocupar-se, fazer planos, desejar, querer fazer a diferença na vida de alguém, tentar compreender o outro, mesmo quando não consigo compreender a mim mesma.
Apaixonar-se é correr riscos, é ter coragem, é perder o medo. Medo de quebrar a cara, medo de sofrer, de se expor. É ser ridículo às vezes e achar a maior graça nisso. É cantar no meio da rua e não dar a mínima aos que os outros estão pensando. É permitir-se uma dose de loucura de vez em quando.
Apaixonar-se é viver de verdade, apesar dos desencontros e da desilusão. E sempre pensar que será a última vez, porque, na verdade, deseja se apaixonar todos os dias pela mesma pessoa.


PS: "You're asking me will my love grow/I don't know, I don't know/You stick around now it may show/I don't know, I don't know" (George Harrison).

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Cinco Minutos

Só por cinco minutos
queria esquecer de tudo
viajar para outro mundo
segurar a sua mão

Só por cinco minutos
queria um abraço apertado
ficar parada ao seu lado
ouvir sua respiração

Só por cinco minutos
não é preciso tanto tempo
bastaria um momento
que valesse por toda eternidade

PS: "Quando era criança, eu ia para o campo para ver as joaninhas, esperei por horas e horas, cansei e adormeci, quando acordei estava coberta por elas..." (do filme Sob o Sol da Toscana)

sábado, 21 de agosto de 2010

I don't have anything....

Dentre as muitas músicas do Guns N' Roses que eu gosto, deixo aqui uma que ouvi hoje e adoro! "Since I don't have you" foi lançada originalmente em 1958, pelo conjunto The Skyliners e, em 1994 foi relançada pelo Guns.
É uma daquelas músicas que expressam o extremismo das paixões, todo o "fim do mundo" que é estarmos apaixonados e longe da pessoa amada.
Confesso que algumas vezes na minha vida eu cantei a plenos pulmões "I don't have anything, since I don't have you...".



PS: Simplesmente sem inspiração...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Bright shining as the sun


Minha vida e do Elvis não coicidiram, quando eu nasci ele já tinha morrido há oito anos e, só fui tomar conhecimento de suas músicas uns 10 anos depois, ouvindo ele cantar "Tutti-Frutti" e "Kiss me quick" em uma fita cassete comprada na feira, daquelas que se você gostasse muito de uma música (coisa que sempre acontece comigo) tinha que rebobinar toda hora - isso quando a fita não enroscava no cabeçote do gravador.
Depois teve uma vez na quinta série em que ensaiamos para dançar "Jailhouse rock" - super bem ensaiado, com passos de rockabilly, daqueles em que jogam a gente de um lado para o outro, principalmente porque sempre fui a mais leve das meninas. Eu iria usar uma saia branca de bolinhas coloridas (que nem era tão anos 50/60, mas dava para o gasto) e, no fim, deu alguma coisa errada na escola e não dançamos.
Anos depois, com a facilidade do acesso à internet, Elvis e suas músicas ficaram mais acessíveis. Às vezes ouvíamos algumas músicas em casa - meu pai adora "It's now or never" e sempre dizia que tinha um filho de um amigo dele que tocava as músicas dele super bem.
Daí, mais alguns anos, conheci a Hanna - apaixonada pelo Elvis, sempre dizendo que a vó dela também adorava, que tinha cds dele em casa e tal.
No início da faculdade, algumas idas ao Wolly Bully com o pessoal do bus para curtir um rockabilly.
Mas posso dizer que, nesse ano que, de fato, passei a conhecer mais sobre as suas músicas e a sua história, principalmente por ter conhecido um cara apaixonado pelo Elvis e que canta suas músicas com muita propriedade, meu amigo Rudy - coincidentemente o filho do amigo do meu pai.
Se estivesse vivo, hoje Elvis teria idade para ser meu avô... olha que engraçado! No entanto, após 33 anos de sua morte, suas músicas permanecem - sejam as mais lentas com suas belas letras ou as mais eletrizantes, em que não conseguimos ficar parados. Duvido que exista alguém que não goste de ao menos uma música dele...
De qualquer maneira, muitas de suas músicas já embalaram e ainda embalam muitas histórias.

PS: ♪ Amazing grace, oh how sweet the sound/ That saved a wretch like me/ I once was lost, though now I'm found/ I was blind, but now I see/ When we've been there ten thousand years/ Bright shining as the sun... ♫